Estimulação Cognitiva.

bb_magnetic_largeO que esportes dos mais variados tipos como o futebol, vôlei, judô, formula 1, boliche, natação, basquete, atletismo e outros, tem em comum, além da prática física, esta inerente a todas estas modalidades? Veja, são esportes individuais e coletivos onde todos necessitam na sua essência, de concentração, foco de atenção, melhora do movimento, velocidade de reação e solução para o problema que surge naquele momento. Momentos como as manobras executadas em milésimos de segundos pelo piloto no automobilismo, para as ações programadas ou inesperadas do judô, antevisão de jogadas no futebol, basquete e vôlei, concentração e melhora da técnica no atletismo, para suas mais variadas modalidades (corrida, arremesso e salto), como também para uma boa largada da natação, podendo esta definir o resultado final de uma prova. Enfim, todos necessitam de um trabalho diferenciado que vai além do treino físico que é baseado somente em repetições, técnicas e táticas que como sabemos, todos se utilizam de sua prática em busca de ganhos de performance.

Então qual a similaridade além da prática física?

Estamos hoje diante de uma nova e eficiente ferramenta utilizada no esporte em busca da melhora individual/coletiva que é o treinamento cognitivo. Evidências científicas têm mostrado o efeito benéfico destas estimulações cognitivas em inúmeras formas de aprendizagem motora. Quando falamos nesta aprendizagem, de uma forma tradicional o trabalho que é feito para este fim é exclusivamente pensado apenas nas questões físicas do movimento, esquecendo, no entanto, o principal que é o cérebro, visto que através dele toda e qualquer aprendizagem voluntária pode ser aperfeiçoada, advindo daí, diferenças no rendimento esportivo onde a ciência busca incessantemente evoluir.

Procura-se hoje, exatamente, pesquisar e aplicar estes estudos neste novo campo da aprendizagem, que é o campo cognitivo, com todas as suas possibilidades que se fazem presente no nosso dia-a-dia e direcionadas ao homem como um ser global e não unicamente físico.  Assim, novas formas técnicas e pedagogias foram formuladas mostrando a enorme capacidade da mente para auxiliar o processo de aprender. Dentre estes estímulos cognitivos, pode-se citar a Imagética Neural e a Estimulação

Fótica e Auditiva. São métodos que tem se mostrado bastante eficientes em artigos cada vez mais publicados em revistas científicas especializadas. Explicando de forma bem simples e breve, a Imagética Neural consiste num ato de imaginar um determinado gesto esportivo (como o arremesso de basquete, por exemplo), usando para isto suas duas modalidades: a Visual e a Cinestésica. A primeira corresponde a se ver realizando o movimento e a segunda, a sentir o organismo executando este movimento, ambos de uma forma imaginária, utilizando os mais variados órgãos dos sentidos. Quando esta metodologia é executada em conjunto com o treino físico, os estudos mostram que os ganhos são superiores ao treinamento tradicional, que são quase sempre, realizados de forma isolada.

Outra categoria deste treino cognitivo é o realizado pela estimulação visual e auditiva, através de brain machines (máquinas da mente), com tecnologia de luz e som ou simplesmente sintetizadores de ondas cerebrais, sendo uma tecnologia que promove mudanças de padrões cerebrais, gerando equilíbrio entre os hemisférios, facilitando o processo de aprendizagem e memória, exatamente o que se busca para aperfeiçoar e aprender um gesto esportivo.

Estes trabalhos, ainda pouco divulgados pela grande mídia, se mostram cada vez mais utilizados nestas modalidades de alto rendimento citadas anteriormente, facilitando e melhorando de sobremaneira a performance do atleta, dando-lhe uma maior vida útil, podendo também o auxiliar durante as lesões esportivas, propiciando ao seu cérebro se manter em atividade, pois, como relata o Neurocientista português, Antônio Damásio no seu livro – O erro de Descartes, emoção, razão e cérebro humano: “Cérebro e corpo encontram-se indissociavelmente integrados por circuitos bioquímicos e neurais recíprocos dirigidos um para o outro”, mostrando que somos um ser único e indivisível e em plena harmonia. Desta forma, com esta técnica acoplada ao treinamento do atleta, se ganha qualidade e performance para o ser que se move, melhorando a sua vida como um todo.

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