Falhas de movimento = Maior risco de lesão.

Impacto 011sobre o corpo aumenta se a pessoa corre ‘pulando’ e a sobrecarga da gravidade sobre o joelho é maior quando o corredor dá passos grandes

A maior parte das lesões em corredores acontece pelo estresse repetitivo ao qual o corpo é imposto durante a atividade. Cada vez que encostamos o pé no chão na corrida o corpo recebe um impacto de aproximadamente três vezes o peso corporal. Além disso, durante todo o tempo ele luta contra a força da gravidade para se manter em pé e alinhado. As falhas de movimento são uma das causas mais comuns das lesões em corredores.

Se os músculos e articulações estiverem trabalhando de forma correta esses fatores de estresse não são prejudiciais. Porém, se há alguma falha no funcionamento do corpo essa sobrecarga se torna maior que o suportável e as lesões aparecem.

Por exemplo, o impacto sobre o corpo aumenta se a pessoa corre com um deslocamento vertical excessivo (“pulando”) e a sobrecarga da força da gravidade sobre o joelho é maior quando o corredor dá passos muito grandes.

Essas alterações de movimento são detectadas através da avaliação biomecânica da corrida, onde todos os movimentos do corredor são analisados, juntamente com a sua força muscular e postura.

A avaliação feita em laboratórios de biomecânica fornecem, em números detalhados, as alterações dos movimentos dos atletas e as avaliações feitas com câmeras convencionais, embora não tenham a mesma precisão, geram dados mais práticos e utilizáveis pelos atletas, profissionais da saúde e treinadores.

Após a identificação da causa mecânica do problema é preciso revertê-la. Muitos corredores já me questionaram: “Como isso é possível? Eu não penso nos meus movimentos para correr e é muito difícil modificá-los”. A pergunta tem fundamento, pois as passadas da corrida são controladas pelo sistema nervoso central de forma automática, sem muita interferência de nosso controle consciente.

Mas é possível sim melhorar o padrão de movimento através do fortalecimento de musculatura específica e aplicação de técnicas e exercícios funcionais, que vão treinando o corpo a se mover da forma correta automaticamente. Cada corredor precisa de exercícios específicos para o seu caso, pois cada um tem uma forma particular de se movimentar. Poupar as articulações e músculos de um sobrecarga excessiva é o melhor caminho para a prevenção e tratamento de lesões.

Fonte: Globo Esporte | Raquel Castanharo é fisioterapeuta, mestra em biomecânica da
corrida

Triatletas: Lesões….

1378433_1415435065340283_1964955984_nO triatlo é um esporte que envolve natação, ciclismo e corrida. Na metragem IRONMAN, o atleta deve nadar 3,8km, pedalar 180km e correr 42km, nessa ordem e sem interrupção entre uma modalidade e outra. Assim como na corrida de rua, o número de atletas vem aumentando cada vez mais no triatlo, aumentando o interesse de pesquisadores sobre o esporte, a fim de contribuir para a melhoria do desempenho dos atletas e ajudar na prevenção de lesões.

A revista britânica The Journal of Sports Sciences publicou em sua edição de outubro deste ano uma revisão sobre as lesões em atletas de triatlo amadores, mostrando resultados interessantes:

- A maior parte das lesões ocorre durante a corrida (50%), seguida do ciclismo (43%) e natação (7%);
- O maior índice de lesões foi observado em pessoas que treinam mais de 10 horas por semana;
- O joelho é o campeão de lesões;

- A idade do atleta parece não interferir na incidência das lesões;- E aquela que os autores do estudo dizem ser a principal escoberta: o principal fator de risco para lesões em atletas amadores é a participação em eventos competitivos. A explicação proposta por eles é que o atleta está com a “adrenalina” em alta durante a competição, o que o torna mais susceptível a ignorar suas dores e atingir um nível de atividade mais alto do que nos treinos habituais.

Outra pesquisa científica mostrou que a aquecimento inadequado antes de treinos e provas também é um fator que predispõe o atleta a lesões. Ela também confirmou que a idade não é um dos fatores determinantes para o seu surgimento, embora atletas com mais tempo no esporte apresentem mais lesões em comparação aos novatos. Os autores especulam que isso acontece por um acúmulo de sobrecarga, onde o atleta não passa pelos períodos de descanso e recuperação necessários entre provas e temporadas.

Destes resultados, o triatleta amador pode tirar algumas dicas para se manter longe das lesões: não participar de muitas provas consecutivas, respeitar o tempo de recuperação e repouso do corpo e sempre realizar um bom aquecimento antes da atividade. E, claro, tudo isso aliado a uma boa preparação física (MUSCULAÇÃO), para que o corpo suporte os exercícios e se mova de uma maneira adequada.

-Então vamos treinar com nossa equipe de PERSONAIS TRAINERS….!!!! A MELHOR DE FORTALEZA

Alerta……90% de corredores já sofreram lesão.

shutterstock_55578445 800 x 533Corrida e lesão são duas palavras que andam juntas para grande parte dos corredores. Segundo pesquisas, a porcentagem de praticantes de corrida que já sofreram alguma lesão é de aproximadamente 90%. Não existe uma causa única para essa estatística preocupante, pois as lesões na corrida são, em sua maioria, multifatoriais. Ou seja, vários fatores contribuem para que uma lesão aconteça.

Embora ainda exista um longo caminho a ser percorrido neste assunto, pesquisadores já identificaram algumas das principais ausas das lesões em corredores. Em relação ao treinamento, incluem-se: alto volume, ultrapassando 50km semanais, aumento brusco da carga e corrida em terrenos impróprios. Entre fatores fisiológicos, encontram-se nível de hidratação, condição nutricional e equilíbrio hormonal.

A biomecânica da corrida é um dos principais fatores quando o assunto é lesão. As articulações, músculos, ossos e cartilagens ofrem quando o corpo se move de uma maneira inadequada. Por exemplo, nas lesões anteriores do joelho, a articulação dobra mais do que deveria quando o pé toca o chão, por falha dos músculos da coxa. Na canelite, o tornozelo faz um movimento de pronação excessivo e muito rápido, por falta de atividade adequada de músculos da perna e do pé. Esses movimentos inadequados que geram uma sobrecarga lesiva sobre o corpo podem acontecer por falta de força muscular, instabilidade nas articulações, falta ou excesso de amplitude articular e quando os músculos, mesmo fortes, se contraem em velocidade e sequência inadequadas, o que é chamado de erro no controle do movimento.

Dentro da biomecânica, um dos grandes vilões nas lesões é o impacto do corpo com o solo. Impactos grandes e bruscos geram lesões como as fraturas por estresse, e contribuem para lesões nas cartilagens. Um nível de impacto maior do que o corpo suporta acontece, por exemplo, em pisadas inadequadas, onde o corredor aterrissa no chão de uma maneira muito brusca com o calcanhar e quando a musculatura responsável por amenizar o impacto (panturrilha, anterior da coxa, e glúteos) não exerce sua função de forma satisfatória.

O tratamento das lesões deve ser sempre focado na causa e não somente nos sintomas. Então, se o problema for excesso de treinamento, este deve ser ajustado para se adequar às condições físicas do atleta. Se o problema estiver na biomecânica, a alteração deve ser identificada e corrigida.

Como prevenção, mantenha a musculatura forte e rápida, siga orientações sobre um padrão de corrida adequado e uma rotina de treinamento que o faça atingir seus objetivos de uma forma saudável.

Fonte:http://blogfastrunner.blogspot.com.br/

Banho de gelo para recuperação muscular.

 

gelo

Os treinos longos tanto de corrida, bike, ou mesmo os dois, mais conhecidos como “longão” entre corredores e triathletas, são essenciais para aqueles que tem como foco provas de longa distância. Isso porque eles permitem com que o corpo se adapte a correr distâncias maiores com máxima eficiência e segurança. Infelizmente, os “longōes” também aumentam o risco de lesões, o que pode resultar em paradas imprevista e indesejáveis em seus treinamentos. Uma maneira simples de compensar os riscos inevitáveis de treinos longos são os “ice baths” ou banhos de gelo.
 
Banho de gelo é a simples ideia de submergir-se em um tanque/ banheira, ou qualquer recipiente adequado cheio de água e gelo com temperatura baixa. Embora pesquisas científicas apoiem o uso de banhos de gelo para promover a recuperação muscular, nenhum protocolo foi provado melhor do que outros. Em geral, a temperatura da água deve estar entre 10 a 15º C, e o tempo de imersão deve variar de 10 a no máximo 20 minutos.
 
A ação crioterápica (“terapia de frio”) contrai os vasos sanguíneos e diminui a atividade metabólica, o que reduz o inchaço e ruptura de tecido. Uma vez que a pele não está mais em contato com a fonte fria, os tecidos musculares subjacentes voltam a aquecer-se, provocando um rápido retorno do fluxo sanguíneo, o que ajuda a devolver os subprodutos como acido láctico para o sistema linfático tornando a “reciclagem” mais eficiente pelo corpo. Banhos de gelo não só suprimem a inflamação, como ajudam a eliminar detritos metabólicos nocivos para fora de seus músculos.
 
Embora você possa usar compressas de gelo individuais, os banhos de gelo geralmente produzem uma mudança maior e mais duradoura nos tecidos mais profundos e é um meio mais eficiente de resfriar grandes grupos musculares ao mesmo tempo.
 
O desconforto associado com o sentar em uma banheira cheia de água gelada assusta alguns atletas. A verdade é que depois de um longão ou treino mais puxado muitos atletas preferem recompensar-se como uma tigela de açaí e um banho quente, ao invés de um banho de gelo. No entanto, minha experiência pessoal como maratonista e triathleta por mais de 10 anos sem quaisquer lesões significativas, me faz acreditar que meu ritual de banho de gelopós-treino é muito eficaz e apresenta benefícios a recuperação muscular e performance uma vez que as duas estão ligadas diretamente.  
 
Ao longo desses anos, eu descobri truques para tornar a experiência de banho de gelo mais tolerável. Primeiro, encontre um recipiente adequado como uma banheira / piscina onde você possa entrar até a cintura. Encha o recipiente com dois a três sacos de gelo e adicione água fria. Antes de entrar, coloque uma camiseta de manga longa ou 2ª pele e se possível uma meia / bota de neoprene. Procure algum material de leitura ou algum tipo de MP3 player para ajudar com que os próximos 10 a 20 minutos passam rapidamente.
 
Depois de sair do banho de gelo sua pele e seus músculos estarão dormentes portanto é recomendável que espere seu corpo aquecer-se um pouco antes de tomar um banho quente. A sensação de alivio pós-banho é enorme, a recuperação muscular é afetada positivamente e na manhã seguinte seu corpo estará como novo. A simples ideia de entrar em uma banheira com gelo é assustadora, mas experimente, pois garanto que você nunca mais irá terminar seus “longões” com uma tigela de açaí e sim com um saco de gelo em cada mão.

Saiba tudo sobre fratura por stress…

c32669402e3f19411a3de4f47434c702Dor localizada, de início abrupto, com piora progressiva?

Dor ao final do treino que piora ao longo das semanas?

Cuidado! Pode ser fratura de stress!

A fratura de stress é uma fissura no osso decorrente de cargas ou impactos repetidos. Quando este processo ocorre a resistência elástica do próprio osso não funciona.

Durante as corridas, os ossos com maior incidência deste tipo de lesão estão localizados nos membros inferiores. São eles: tíbia, metatarsos, fíbula e fêmur.

A fratura de stress é desencadeada por uma soma de fatores. O tipo de terreno e de calçado que o atleta usa, sendo que os mais duros e mais rígidos aumentam as chances de fratura, tem papel considerável neste processo. O nível de condicionamento físico do atleta também é determinante: quanto pior o condicionamento, menor impacto é absorvido pelos músculos (que estão normalmente enfraquecidos ou em desequilíbrio) e há, portanto, o aumento da transmissão do impacto para os ossos.

Outros fatores de risco que podem ser destacados são disfunções hormonais (amenorréia nas mulheres) e nutricionais (irregularidades na dieta e anorexia). Porém, o fator crucial nestes casos é o nível de exigência de treinamento ao qual o atleta está sendo submetido. O aumento abrupto de carga e volume tem direta relação com a alta incidência das fraturas de stress.

A instalação deste quadro se dá geralmente entre duas e cinco semanas e a principal queixa é a dor bem localizada no local da fratura, de início insidioso, com piora progressiva, diferente da canelite, que pode apresentar irradiação de sintomas.

O diagnóstico da fratura de stress é feito principalmente por exames de imagem como ressonância magnética e cintilografia, já que o exame de Raio X não é eficiente para detectar esta lesão em seus estágios iniciais.

Como tratar?

A reabilitação recomendada consiste principalmente no repouso do membro afetado, processo este que pode durar em torno de seis semanas!

O atleta também deve fazer a manutenção de seu condicionamento físico, com exercícios na água, por exemplo. O emprego de fisioterapia convencional como ferramenta de diminuição da dor local também é indicado.

Após este período, o retorno à corrida deve ser gradual e as falhas de treinamento corrigidas ou adaptadas. O fortalecimento e/ou reequilíbrio da musculatura é recomendável, assim como um trabalho proprioceptivo, a fim de evitar lesões recorrentes. Importante também avaliar o estado nutricional do atleta.

Prevenção

*Faça aquecimento e resfriamento nos treinos. Não pule estas fases. Elas são importantes!

* Alongue e fortaleça seus músculos! O alongamento e o fortalecimento mantém a elasticidade e a resistência muscular necessárias à absorção dos choques e impactos.

* Não exagere nos treinos. Nunca aumente drasticamente volume e/ou intensidade. Treine no seu limite e siga sempre sua planilha!

* Intercale seus treinos no asfalto com treinos na grama.

* Avalie seu tênis de corrida.

* Avalie seu estado nutricional.

* Descanse!

O que é crioterapia?

untitledO uso da crioterapia para finalidade terapêutica é frequentemente utilizado por fisioterapeutas e profissionais que lidam com a reabilitação

Neste artigo iremos responder algumas perguntas sobre a utilização do gelo como forma terapêutica, seus benefícios, efeitos fisiológicos, quando e como utilizar a crioterapia de forma a ajudar no tratamento e reabilitação no futebol.

Mas afinal o que é crioterapia?

Crioterapia visa com sua aplicação de uma substância, reduzir a temperatura local, consequentemente diminuindo a temperatura tecidual.

Efeitos fisiológicos da crioterapia na fase aguda de lesão

Sobre o Metabolismo celular

A aplicação de gelo na fase aguda faz com que ocorra vasoconstrição relativa gerando efeito de bombeamento reduzindo o metabolismo celular, consequentemente, as reações químicas também serão mais lentas. Sabe-se, também, que o frio age inibindo a liberação de histamina. Após uma lesão as células lesadas estimulam a liberação de histamina que é um poderoso vasodilatador que acarretará em um aumento drástico no fluxo sanguíneo para determinada área. O efeito global deste processo é o surgimento e a manutenção de grandes quantidades de líquido edematoso.

Sobre a Dor

O frio é um recurso que também é utilizado para alívio da dor, ajudando assim no tratamento e na reabilitação das lesões. A baixa temperatura promoverá a redução na velocidade de condução nervosa após a aplicação de crioterapia, o frio alivia a dor através do mecanismo de controle das comportas por interferir na transmissão dos impulsos dolorosos.

Espasmo muscular

Existem três hipóteses:

1) Diminuição da transmissão nervosa pelas vias aferentes (o frio diminui a velocidade da condução nos nervos motores e sensitivos, causando uma diminuição na atividade motora);

2) Mecanismo reflexo;

3) Quebra do ciclo espasmo-dor, sendo que, com o efeito analgésico do uso do gelo, ocorreria a diminuição da dor com a quebra do ciclo espasmo-dor.

Qual o maior beneficio do uso da crioterapia?

O maior beneficio, além dos efeitos que a crioterapia oferece, é o baixo custo e a fácil aquisição, pois como gelo é um produto natural e de fácil acesso.

Quando e como utilizar a crioterapia?

A crioterapia geralmente é utilizada na fase aguda da lesão. Sua utilização ocorre de diversas formas, tais como: bolsas de gelo convencionais; bolsas de gelo comerciais; balde ou banho de gelo e, também, massagem com gelo.

Dor na Perna,… ou melhor “Canelite!!!

4375703Uma das queixas mais comuns em corredores é “Dor na Perna”. Apesar de inúmeras patologias poderem cursar com esta queixa, é sempre a primeira opção na cabeça de qualquer profissional da saúde que lida rotineiramente com corredores a tal da “Canelite” ou melhor dizendo, a Síndrome da Tensão Tibial Medial.

A Periostite, como também é conhecida, devido a sua apresentação histopatológica de inflamação do periósteo – tecido que reveste a superfície do osso da tíbia, nos é costumeira como uma dor contínua, progressiva e prolongada na metade distal da tíbia que piora durante a atividade e melhora, nas fases iniciais, durante o repouso.

O surgimento do quadro geralmente esta associado ao aumento repentino do volume de treinamentos semanais, ou mesmo à elevação das velocidades de tiros. Também é comum notarmos a tal dor na perna quando mudamos de piso ou trocamos de tênis.

Entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento da Canelite se destacam a hipepronação, a rotação acentuada da tíbia (comum em corredores que valgizam seus joelhos durante a fase de apoio da marcha) e o encurtamento da musculatura do sóleo e tibial posterior, localizados na região póstero-medial da perna.

O diagnóstico é clínico e pode ser complementado por exames de imagem como Raio-X, Cintilografia Óssea e Ressonância Magnética. A principal função destes exames é sem dúvida excluir uma possível fratura por stress da tíbia.

O tratamento da Síndrome da Tensão Medial da Tíbia se faz pela redução das cargas de treinamento – isso mesmo redução e não repouso absoluto – alem de fisioterapia e medidas terapêuticas que podemos fazer em casa, como aplicação de gelo local, auto-massagem da musculatura da perna e alongamentos. A correção dos fatores de riscos são fundamentais a se evitar novas recidivas ou mesmo a evolução para quadros mais graves. O fortalecimento da musculatura anterior da perna, também pode ter uma função preventiva.

O importante é saber ouvir os sinais do corpo durante os treinos e, a qualquer sinal de dor na perna, pensar no que pode ter feito de errado para ela estar lhe atrapalhando.

Ignorar a dor, ou mesmo achar que ela vai passar sozinha, é perigoso para a evolução para quadros mais graves. Por isso vamos aos treinos com mais esta dica de saúde!

Fonte: www.runningnews.com.br

Fratura por estresse atinge 25% dos corredores.

A fratura por estresse é uma das principais complicações que a mulher adepta ao esporte pode enfrentar. Ela representa 10% das fraturas de atletas, índice que pode chegar a 25% no caso de praticantes de corrida.

Os números acabam de ser apresentados no 22º Congresso Brasileiro de Medicina do Exercício e Esporte, encerrado no último sábado (7/8) em Curitiba (PR).

Existe uma combinação de fatores chamada tríade da mulher atleta, na qual distúrbios alimentares e alterações do ciclo menstrual afetam a massa óssea, explica Cláudio Machado da Silveira, especialista em medicina do esporte da Federação Brasileira de Atletismo.

Diferente da fratura por impacto, causada por um trauma brusco e forte, o comprometimento ósseo por estresse é lento e gradual. “Ele é resultado de traumas de baixa intensidade, provocados repetidas vezes na mesma região”, detalha o ortopedista Marcelo Cabral do Rêgo, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT). Em 95% dos casos, a fratura por estresse acomete os membros inferiores. “A tíbia sofre metade das lesões”, aponta Cabral.

Ossos elásticos

Por ser um tecido duro e calcificado, é difícil imaginar que o osso tenha elasticidade. Mas essa propriedade existe, e diminui gradualmente com o passar dos anos. Quando o osso é exposto a uma determinada pressão, ele cede igual a um elástico de roupas. Existe um limite de pressão que pode ser suportado sem que haja deformidade.

Se o limite for ultrapassado, o osso não retorna a seu formato original, fenômeno chamado de deformação plástica. Se a pressão for ainda maior, o osso se rompe. Intensidade do treino, carga do exercício e preparo físico da pessoa são determinantes neste processo.

Esforço repetido

No caso das fraturas por estresse, a evolução do quadro é difícil de ser percebida porque o processo costuma acontecer lentamente. “Ele é provocado pela pressão, ou seja, por uma força sobre um espaço pequeno dos ossos”, explica Luis Fernando Funchal, ortopedista da SBOT.

Praticantes de esportes que requerem esforço repetido estão mais sujeitos a esse tipo de lesão. Embora os membros inferiores sejam os mais atingidos, os superiores não estão livres do problema. O médico cita casos em que tenistas tiveram a mão lesionada por estresse.

Uma forma eficiente de prevenir esse tipo de fratura é fortalecendo a musculatura. Ela pode absorver parte da pressão e aliviar o trauma ósseo do exercício.

Difícil diagnóstico

Apenas metade das fraturas por estresse são identificadas no primeiro exame de raio-x, porque muitas das lesões são pequenas demais para serem visualizadas, o que dificulta o diagnóstico. Uma solução é recorrer à cintilografia.“Quando ela dá resultado negativo, a suspeita de lesão por estresse pode ser totalmente eliminada”, comenta Cabral.

A opção mais adequada para esse tipo de diagnóstico é a ressonância magnética. O exame, porém, é caro, o que inviabiliza a detecção para muitos pacientes.

Já o tratamento da fratura por estresse é bem mais simples, muito parecido com os procedimentos adotados em caso de traumas por impacto brusco. São cirurgias, imobilização do membro e repouso, com a vantagem de uma recuperação mais rápida em muitos casos.

Contudo, a fratura por estresse requer uma investigação médica mais aprofundada, pois é preciso identificar o processo causador do problema para poder eliminá-lo. Nas fraturas por impacto brusco, o episódio causador da lesão é sempre evidente e pontual.

Risco maior em mulheres

As mulheres têm um fator de risco a mais para fraturas por estresse devido à queda na absorção de cálcio, problema que pode ser causado por treinos na intensidade errada. Sejam atletas ou simplesmente amantes do esporte, as mulheres tendem a combinar exercícios com dieta muito restritiva na busca pelo corpo perfeito.

“A obsessão pelo regime chega a configurar um distúrbio alimentar em 3% das mulheres não atletas e salta para pelo menos 15% entre o grupo das atletas”, aponta Ricardo Nahas, da comissão científica da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (SBME).

Esse costuma ser o primeiro passo para a tríade da mulher atleta. Ao exagerar nos exercícios com uma alimentação pobre, o organismo sofre alterações hormonais que desregulam o ciclo menstrual. Em casos extremos, há cessação da menstruação.

“Isso é tido como uma consequência comum em mulheres esportistas, mas trata-se de uma doença. É algo grave”, alerta Nahas. Sem menstruar, quadro chamado de amenorreia, a mulher prejudica a absorção de cálcio pelo organismo, o que afeta os ossos.

“A amenorreia acomete 5% das praticantes amadoras de esportes e chega a atingir 46% das atletas brasileiras”, afirma o médico. O próximo passo, para completar a tríade da mulher atleta, é ter osteopenia ou osteoporose, doenças que aumentam drasticamente as chances de uma fratura por estresse. “Elas se tornam jovens atletas com ossos de velhas”, diz Nahas.

Para Tathiana Parmigiano, ginecologista das seleções brasileiras de Basquete e de Judô, quando uma mulher sofre fratura por estresse ela deve passar por uma investigação médica específica.

“É preciso se certificar de que ela não tenha nenhum distúrbio alimentar, nem problemas no ciclo menstrual. A fratura geralmente é o último sinal da tríade”, alerta.

ENTÃO VAMOS TOMAR CUIDADO….

Prevenção para lesões.

É crescente o número de pessoas, que vem deixando de ser apenas praticantes de corrida, tornando-se atletas amadores, com preparação e treinamento bem próximos aos de atletas de elite. Essas pessoas buscam na corrida recordes e desafios pessoais que para serem alcançados, exigem a mesma dedicação que a de um profissional. A mistura do amadorismo com a busca por resultados trouxe ao praticante de corrida um novo termo para sua rotina de treinos: As lesões esportivas, presentes cada vez mais entre os corredores, independentemente da idade ou sexo.

As lesões em sua grande maioria podem ser prevenidas ou minimizadas. Para isso a Fisioterapia Esportiva desenvolve programas preventivos, usando as mesmas bases, recursos e técnicas de um trabalho feito aos profissionais para os amadores. O objetivo, assim como na elite, é garantir que o atleta não fique de fora de suas fases de treinos e competições.

O equilíbrio muscular é um dos fatores mais importantes para a prevenção das lesões. Nas fases de treinamento e pré-competições é comum os fisioterapeutas inserirem na rotina de treinos do atleta exercícios excêntricos para manter equilibrado ou reequilibrar um determinado grupo muscular. Na corrida, os músculos mais acometidos são os flexores de quadril, músculo anterior da coxa (quadríceps), músculo posterior da coxa (isquiotibiais) e panturrilha – sendo esses, os mais indicados a receber esses exercícios.

Os exercícios excêntricos consistem em frear um determinado movimento, sem fazê-lo de uma forma brusca. No momento em que um grupo muscular contrai para gerar força, outro grupo muscular contrário ao movimento.

No momento em que um grupo muscular contrai para gerar força, outro grupo muscular contrário ao movimento automaticamente contrai para frear o movimento principal. Com isso, diferentes fibras musculares que não estão sendo estimuladas de forma adequada, passam a ser trabalhadas, fazendo com que os músculos funcionem com toda sua capacidade em gerar força e tensão.

No exercício excêntrico, o músculo realiza a contração partindo da posição de encurtamento para uma contração muscular durante a fase do alongamento, o que torna os músculos mais resistentes e flexíveis.

Durante a corrida, ao realizar a extensão do joelho, o músculo anterior da coxa gera uma determinada força. Automaticamente os músculos posteriores são alongados, sendo esse o momento principal de uma lesão muscular.

Com o exercício excêntrico, durante esse gesto da corrida, os músculos posteriores vão estar treinados para gerar uma contração muscular durante o seu alongamento, freando o movimento sem perder velocidade e prevenindo uma possível lesão muscular dos músculos posteriores de coxa.

Os exercícios excêntricos são fundamentais para a prevenção das lesões, principalmente as musculares classificadas como “estiramentos”, por isso a importância desses exercícios para grupos musculares que atuam sobre o joelho, perna e tornozelo.

O equilíbrio faz com que os músculos funcionem sempre de forma adequada, provendo o gesto esportivo da corrida de forma mais harmoniosa e com menor gasto energético desnecessário, e o melhor livre de lesões!

Então procure nosso parceiro: Espaço Físio e Forma (http://espacofisioeforma.blogspot.com.br/).

O que é Podoposturologia?

podoposturologia teve origem na França e é um método de correção de desequilíbrios corporais relacionados com a postura e com disfunções ortopédicas que tenham origem nos pés. Este método de tratamento não invasivo é feito com técnicas manuais e correção com órteses plantares com estímulos mecânicos e proprioceptivos que são relacionados ao sistema nervoso.

O funcionamento da técnica se baseia no princípio da correção da origem dos desequilíbrios encontrados no corpo. Será avaliado as entradas sensório motoras que podem perturbam a POSTURA ( Oclusão dentária, Vestíbulo Coclear – labirintos , Óculo- motor e Podal ) . Um dos freqüentes locais de origem são os pés, onde, como um exemplo, quando temos uma alteração no tipo de pisada, isso resultará em uma alteração do funcionamento do tornozelo, como adaptação os joelhos irão se sobrecarregar para compensar a alteração de tornozelo, o quadril e a pelve por sua vez irão se sobrecarregar pela alteração existente no joelho, e assim sucessivamente, até que uma estrutura ou articulação no corpo não conseguirá se adaptar ao estimulo e irá provocar sintomas.

Com a podoposturologia a correção será feita desde o inicio das alterações para que as compensações que o organismo realizou se normalizem sozinhas, assim como iniciaram.

Essas alterações do funcionamento normal do organismo com conseqüentes adaptações à distancia, são mais comuns do que imaginamos, onde sempre uma avaliação completa deverá ser executada.

Para auxilio na avaliação podoposturológica temos a baropodometria computadorizada, um equipamento que possui uma plataforma de pressão que através de sensores capta as pressões plantares e também os deslocamentos do corpo no espaço. Esta plataforma nos auxiliará tanto na avaliação para o diagnóstico das alterações plantares, como também nos guiará em relação ao tratamento. A avaliação será feita sempre direcionada aos desequilíbrios do paciente sendo eles estáticos, dinâmicos ou da postura. O equilíbrio, essencial no controle postural, também é avaliado com a plataforma.

As correções dos desequilíbrios são feitas através de técnicas manuais e exercícios, e quando necessário, a palmilha com os estímulos podais é indicada.

Estes estímulos são feitos com elementos confeccionados em EVA e espuma com densidades e espessuras diferentes, que dependendo de cada caso serão inseridos na palmilha. Esta palmilha então é adaptada ao pé do paciente através do processo de termomoldagem, que favorece o maior contato da palmilha com os pés e facilita assim a captação dos estímulos pelo sistema nervoso.

A indicação das palmilhas é feita com base nos resultados da avaliação, sendo que cada paciente somente receberá os estímulos para as alterações encontradas, não existindo nenhum protocolo de colocação dos elementos, ou seja, a individualidade do individuo é preservada.

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