Uso de meias de compressão…

Fonte: http://www.runningnews.com.br  por Tatiana Abreu.

polainasdecompressao_intO uso das meias de compressão por corredores amadores durante a prática pode trazer alguma vantagem?

Os estudos nesta área ainda são muito escassos, e ainda não há comprovação científica da eficácia das meias elásticas na prevenção de lesões durante a prática esportiva, inclusive a corrida. O que temos hoje é mais a observação empírica, e os resultados positivos relatados pelos atletas até agora.

A meia compressiva tem o objetivo de melhorar a circulação e o retorno linfático, porém como ela é compressiva, ela “aperta” também o músculo, em especial o da panturrilha, que é muito solicitado durante a corrida. Isso ajudaria a manter o tônus da musculatura, e ainda diminuiria os efeitos do impacto de corrida na perna (em ossos como a tíbia- local de frequentes fraturas de stress).

Como ela tem comprovada ação circulatória, ela é eficaz para atletas que já sofreram ou podem por alguma eventualidade sofrerem de algum problema vascular, como as tromboflebites.

Às vezes estes tipos de problemas ocorrem simultâneamente à alguma lesão ortopédica, como uma fratura de stress ou mesmo uma canelite.

Nestes casos, além do efeito circulatório, ela poderia também ajudar nos caso da fratura?

Não podemos afirmar com certeza, mas os fisioterapeutas costumam indicar seu uso, pois acreditamos que se não prevenir, mal também não faça.

Segue aqui só uma orientação, dada pelos nossos colegas médicos vasculares: use a meia inteira, e não só a polaina! A compressão tem que ser desde o pé, tornozelo e por fim a perna, senão ela perde todo o conceito e benefício da compressão! Caso realmente a opção seja o canelito, retire-o assim que terminar o treino ou prova, evitando inchaços nos pés.

Além disso é ainda importante falar que alguns atletas de corrida usam a meia como forma regenerativa, ou seja, após um treino ou prova longa. Isso é válido, pois após esforços intensos, há edema, ou inchaço na musculatura hipersolicitada, devido à pequenas lesões que acontecem na fibra muscular. A meia nestes casos tem um efeito de drenagem e consequente melhora da dor e recuperação mais rápida!

Falhas de movimento = Maior risco de lesão.

Impacto 011sobre o corpo aumenta se a pessoa corre ‘pulando’ e a sobrecarga da gravidade sobre o joelho é maior quando o corredor dá passos grandes

A maior parte das lesões em corredores acontece pelo estresse repetitivo ao qual o corpo é imposto durante a atividade. Cada vez que encostamos o pé no chão na corrida o corpo recebe um impacto de aproximadamente três vezes o peso corporal. Além disso, durante todo o tempo ele luta contra a força da gravidade para se manter em pé e alinhado. As falhas de movimento são uma das causas mais comuns das lesões em corredores.

Se os músculos e articulações estiverem trabalhando de forma correta esses fatores de estresse não são prejudiciais. Porém, se há alguma falha no funcionamento do corpo essa sobrecarga se torna maior que o suportável e as lesões aparecem.

Por exemplo, o impacto sobre o corpo aumenta se a pessoa corre com um deslocamento vertical excessivo (“pulando”) e a sobrecarga da força da gravidade sobre o joelho é maior quando o corredor dá passos muito grandes.

Essas alterações de movimento são detectadas através da avaliação biomecânica da corrida, onde todos os movimentos do corredor são analisados, juntamente com a sua força muscular e postura.

A avaliação feita em laboratórios de biomecânica fornecem, em números detalhados, as alterações dos movimentos dos atletas e as avaliações feitas com câmeras convencionais, embora não tenham a mesma precisão, geram dados mais práticos e utilizáveis pelos atletas, profissionais da saúde e treinadores.

Após a identificação da causa mecânica do problema é preciso revertê-la. Muitos corredores já me questionaram: “Como isso é possível? Eu não penso nos meus movimentos para correr e é muito difícil modificá-los”. A pergunta tem fundamento, pois as passadas da corrida são controladas pelo sistema nervoso central de forma automática, sem muita interferência de nosso controle consciente.

Mas é possível sim melhorar o padrão de movimento através do fortalecimento de musculatura específica e aplicação de técnicas e exercícios funcionais, que vão treinando o corpo a se mover da forma correta automaticamente. Cada corredor precisa de exercícios específicos para o seu caso, pois cada um tem uma forma particular de se movimentar. Poupar as articulações e músculos de um sobrecarga excessiva é o melhor caminho para a prevenção e tratamento de lesões.

Fonte: Globo Esporte | Raquel Castanharo é fisioterapeuta, mestra em biomecânica da
corrida

Triatletas: Lesões….

1378433_1415435065340283_1964955984_nO triatlo é um esporte que envolve natação, ciclismo e corrida. Na metragem IRONMAN, o atleta deve nadar 3,8km, pedalar 180km e correr 42km, nessa ordem e sem interrupção entre uma modalidade e outra. Assim como na corrida de rua, o número de atletas vem aumentando cada vez mais no triatlo, aumentando o interesse de pesquisadores sobre o esporte, a fim de contribuir para a melhoria do desempenho dos atletas e ajudar na prevenção de lesões.

A revista britânica The Journal of Sports Sciences publicou em sua edição de outubro deste ano uma revisão sobre as lesões em atletas de triatlo amadores, mostrando resultados interessantes:

- A maior parte das lesões ocorre durante a corrida (50%), seguida do ciclismo (43%) e natação (7%);
– O maior índice de lesões foi observado em pessoas que treinam mais de 10 horas por semana;
– O joelho é o campeão de lesões;

- A idade do atleta parece não interferir na incidência das lesões;- E aquela que os autores do estudo dizem ser a principal escoberta: o principal fator de risco para lesões em atletas amadores é a participação em eventos competitivos. A explicação proposta por eles é que o atleta está com a “adrenalina” em alta durante a competição, o que o torna mais susceptível a ignorar suas dores e atingir um nível de atividade mais alto do que nos treinos habituais.

Outra pesquisa científica mostrou que a aquecimento inadequado antes de treinos e provas também é um fator que predispõe o atleta a lesões. Ela também confirmou que a idade não é um dos fatores determinantes para o seu surgimento, embora atletas com mais tempo no esporte apresentem mais lesões em comparação aos novatos. Os autores especulam que isso acontece por um acúmulo de sobrecarga, onde o atleta não passa pelos períodos de descanso e recuperação necessários entre provas e temporadas.

Destes resultados, o triatleta amador pode tirar algumas dicas para se manter longe das lesões: não participar de muitas provas consecutivas, respeitar o tempo de recuperação e repouso do corpo e sempre realizar um bom aquecimento antes da atividade. E, claro, tudo isso aliado a uma boa preparação física (MUSCULAÇÃO), para que o corpo suporte os exercícios e se mova de uma maneira adequada.

-Então vamos treinar com nossa equipe de PERSONAIS TRAINERS….!!!! A MELHOR DE FORTALEZA

Alerta……90% de corredores já sofreram lesão.

shutterstock_55578445 800 x 533Corrida e lesão são duas palavras que andam juntas para grande parte dos corredores. Segundo pesquisas, a porcentagem de praticantes de corrida que já sofreram alguma lesão é de aproximadamente 90%. Não existe uma causa única para essa estatística preocupante, pois as lesões na corrida são, em sua maioria, multifatoriais. Ou seja, vários fatores contribuem para que uma lesão aconteça.

Embora ainda exista um longo caminho a ser percorrido neste assunto, pesquisadores já identificaram algumas das principais ausas das lesões em corredores. Em relação ao treinamento, incluem-se: alto volume, ultrapassando 50km semanais, aumento brusco da carga e corrida em terrenos impróprios. Entre fatores fisiológicos, encontram-se nível de hidratação, condição nutricional e equilíbrio hormonal.

A biomecânica da corrida é um dos principais fatores quando o assunto é lesão. As articulações, músculos, ossos e cartilagens ofrem quando o corpo se move de uma maneira inadequada. Por exemplo, nas lesões anteriores do joelho, a articulação dobra mais do que deveria quando o pé toca o chão, por falha dos músculos da coxa. Na canelite, o tornozelo faz um movimento de pronação excessivo e muito rápido, por falta de atividade adequada de músculos da perna e do pé. Esses movimentos inadequados que geram uma sobrecarga lesiva sobre o corpo podem acontecer por falta de força muscular, instabilidade nas articulações, falta ou excesso de amplitude articular e quando os músculos, mesmo fortes, se contraem em velocidade e sequência inadequadas, o que é chamado de erro no controle do movimento.

Dentro da biomecânica, um dos grandes vilões nas lesões é o impacto do corpo com o solo. Impactos grandes e bruscos geram lesões como as fraturas por estresse, e contribuem para lesões nas cartilagens. Um nível de impacto maior do que o corpo suporta acontece, por exemplo, em pisadas inadequadas, onde o corredor aterrissa no chão de uma maneira muito brusca com o calcanhar e quando a musculatura responsável por amenizar o impacto (panturrilha, anterior da coxa, e glúteos) não exerce sua função de forma satisfatória.

O tratamento das lesões deve ser sempre focado na causa e não somente nos sintomas. Então, se o problema for excesso de treinamento, este deve ser ajustado para se adequar às condições físicas do atleta. Se o problema estiver na biomecânica, a alteração deve ser identificada e corrigida.

Como prevenção, mantenha a musculatura forte e rápida, siga orientações sobre um padrão de corrida adequado e uma rotina de treinamento que o faça atingir seus objetivos de uma forma saudável.

Fonte:http://blogfastrunner.blogspot.com.br/

Banho de gelo para recuperação muscular.

 

gelo

Os treinos longos tanto de corrida, bike, ou mesmo os dois, mais conhecidos como “longão” entre corredores e triathletas, são essenciais para aqueles que tem como foco provas de longa distância. Isso porque eles permitem com que o corpo se adapte a correr distâncias maiores com máxima eficiência e segurança. Infelizmente, os “longōes” também aumentam o risco de lesões, o que pode resultar em paradas imprevista e indesejáveis em seus treinamentos. Uma maneira simples de compensar os riscos inevitáveis de treinos longos são os “ice baths” ou banhos de gelo.
 
Banho de gelo é a simples ideia de submergir-se em um tanque/ banheira, ou qualquer recipiente adequado cheio de água e gelo com temperatura baixa. Embora pesquisas científicas apoiem o uso de banhos de gelo para promover a recuperação muscular, nenhum protocolo foi provado melhor do que outros. Em geral, a temperatura da água deve estar entre 10 a 15º C, e o tempo de imersão deve variar de 10 a no máximo 20 minutos.
 
A ação crioterápica (“terapia de frio”) contrai os vasos sanguíneos e diminui a atividade metabólica, o que reduz o inchaço e ruptura de tecido. Uma vez que a pele não está mais em contato com a fonte fria, os tecidos musculares subjacentes voltam a aquecer-se, provocando um rápido retorno do fluxo sanguíneo, o que ajuda a devolver os subprodutos como acido láctico para o sistema linfático tornando a “reciclagem” mais eficiente pelo corpo. Banhos de gelo não só suprimem a inflamação, como ajudam a eliminar detritos metabólicos nocivos para fora de seus músculos.
 
Embora você possa usar compressas de gelo individuais, os banhos de gelo geralmente produzem uma mudança maior e mais duradoura nos tecidos mais profundos e é um meio mais eficiente de resfriar grandes grupos musculares ao mesmo tempo.
 
O desconforto associado com o sentar em uma banheira cheia de água gelada assusta alguns atletas. A verdade é que depois de um longão ou treino mais puxado muitos atletas preferem recompensar-se como uma tigela de açaí e um banho quente, ao invés de um banho de gelo. No entanto, minha experiência pessoal como maratonista e triathleta por mais de 10 anos sem quaisquer lesões significativas, me faz acreditar que meu ritual de banho de gelopós-treino é muito eficaz e apresenta benefícios a recuperação muscular e performance uma vez que as duas estão ligadas diretamente.  
 
Ao longo desses anos, eu descobri truques para tornar a experiência de banho de gelo mais tolerável. Primeiro, encontre um recipiente adequado como uma banheira / piscina onde você possa entrar até a cintura. Encha o recipiente com dois a três sacos de gelo e adicione água fria. Antes de entrar, coloque uma camiseta de manga longa ou 2ª pele e se possível uma meia / bota de neoprene. Procure algum material de leitura ou algum tipo de MP3 player para ajudar com que os próximos 10 a 20 minutos passam rapidamente.
 
Depois de sair do banho de gelo sua pele e seus músculos estarão dormentes portanto é recomendável que espere seu corpo aquecer-se um pouco antes de tomar um banho quente. A sensação de alivio pós-banho é enorme, a recuperação muscular é afetada positivamente e na manhã seguinte seu corpo estará como novo. A simples ideia de entrar em uma banheira com gelo é assustadora, mas experimente, pois garanto que você nunca mais irá terminar seus “longões” com uma tigela de açaí e sim com um saco de gelo em cada mão.

Saiba tudo sobre fratura por stress…

c32669402e3f19411a3de4f47434c702Dor localizada, de início abrupto, com piora progressiva?

Dor ao final do treino que piora ao longo das semanas?

Cuidado! Pode ser fratura de stress!

A fratura de stress é uma fissura no osso decorrente de cargas ou impactos repetidos. Quando este processo ocorre a resistência elástica do próprio osso não funciona.

Durante as corridas, os ossos com maior incidência deste tipo de lesão estão localizados nos membros inferiores. São eles: tíbia, metatarsos, fíbula e fêmur.

A fratura de stress é desencadeada por uma soma de fatores. O tipo de terreno e de calçado que o atleta usa, sendo que os mais duros e mais rígidos aumentam as chances de fratura, tem papel considerável neste processo. O nível de condicionamento físico do atleta também é determinante: quanto pior o condicionamento, menor impacto é absorvido pelos músculos (que estão normalmente enfraquecidos ou em desequilíbrio) e há, portanto, o aumento da transmissão do impacto para os ossos.

Outros fatores de risco que podem ser destacados são disfunções hormonais (amenorréia nas mulheres) e nutricionais (irregularidades na dieta e anorexia). Porém, o fator crucial nestes casos é o nível de exigência de treinamento ao qual o atleta está sendo submetido. O aumento abrupto de carga e volume tem direta relação com a alta incidência das fraturas de stress.

A instalação deste quadro se dá geralmente entre duas e cinco semanas e a principal queixa é a dor bem localizada no local da fratura, de início insidioso, com piora progressiva, diferente da canelite, que pode apresentar irradiação de sintomas.

O diagnóstico da fratura de stress é feito principalmente por exames de imagem como ressonância magnética e cintilografia, já que o exame de Raio X não é eficiente para detectar esta lesão em seus estágios iniciais.

Como tratar?

A reabilitação recomendada consiste principalmente no repouso do membro afetado, processo este que pode durar em torno de seis semanas!

O atleta também deve fazer a manutenção de seu condicionamento físico, com exercícios na água, por exemplo. O emprego de fisioterapia convencional como ferramenta de diminuição da dor local também é indicado.

Após este período, o retorno à corrida deve ser gradual e as falhas de treinamento corrigidas ou adaptadas. O fortalecimento e/ou reequilíbrio da musculatura é recomendável, assim como um trabalho proprioceptivo, a fim de evitar lesões recorrentes. Importante também avaliar o estado nutricional do atleta.

Prevenção

*Faça aquecimento e resfriamento nos treinos. Não pule estas fases. Elas são importantes!

* Alongue e fortaleça seus músculos! O alongamento e o fortalecimento mantém a elasticidade e a resistência muscular necessárias à absorção dos choques e impactos.

* Não exagere nos treinos. Nunca aumente drasticamente volume e/ou intensidade. Treine no seu limite e siga sempre sua planilha!

* Intercale seus treinos no asfalto com treinos na grama.

* Avalie seu tênis de corrida.

* Avalie seu estado nutricional.

* Descanse!

O que é crioterapia?

untitledO uso da crioterapia para finalidade terapêutica é frequentemente utilizado por fisioterapeutas e profissionais que lidam com a reabilitação

Neste artigo iremos responder algumas perguntas sobre a utilização do gelo como forma terapêutica, seus benefícios, efeitos fisiológicos, quando e como utilizar a crioterapia de forma a ajudar no tratamento e reabilitação no futebol.

Mas afinal o que é crioterapia?

Crioterapia visa com sua aplicação de uma substância, reduzir a temperatura local, consequentemente diminuindo a temperatura tecidual.

Efeitos fisiológicos da crioterapia na fase aguda de lesão

Sobre o Metabolismo celular

A aplicação de gelo na fase aguda faz com que ocorra vasoconstrição relativa gerando efeito de bombeamento reduzindo o metabolismo celular, consequentemente, as reações químicas também serão mais lentas. Sabe-se, também, que o frio age inibindo a liberação de histamina. Após uma lesão as células lesadas estimulam a liberação de histamina que é um poderoso vasodilatador que acarretará em um aumento drástico no fluxo sanguíneo para determinada área. O efeito global deste processo é o surgimento e a manutenção de grandes quantidades de líquido edematoso.

Sobre a Dor

O frio é um recurso que também é utilizado para alívio da dor, ajudando assim no tratamento e na reabilitação das lesões. A baixa temperatura promoverá a redução na velocidade de condução nervosa após a aplicação de crioterapia, o frio alivia a dor através do mecanismo de controle das comportas por interferir na transmissão dos impulsos dolorosos.

Espasmo muscular

Existem três hipóteses:

1) Diminuição da transmissão nervosa pelas vias aferentes (o frio diminui a velocidade da condução nos nervos motores e sensitivos, causando uma diminuição na atividade motora);

2) Mecanismo reflexo;

3) Quebra do ciclo espasmo-dor, sendo que, com o efeito analgésico do uso do gelo, ocorreria a diminuição da dor com a quebra do ciclo espasmo-dor.

Qual o maior beneficio do uso da crioterapia?

O maior beneficio, além dos efeitos que a crioterapia oferece, é o baixo custo e a fácil aquisição, pois como gelo é um produto natural e de fácil acesso.

Quando e como utilizar a crioterapia?

A crioterapia geralmente é utilizada na fase aguda da lesão. Sua utilização ocorre de diversas formas, tais como: bolsas de gelo convencionais; bolsas de gelo comerciais; balde ou banho de gelo e, também, massagem com gelo.

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